
Como é legal as festas de raloim. As pessoas, aqui brasileiras, se vestem com caracteres dos clássicos monstrons-literário-cinematográfico-estrangeiro e fazem das festas do mês de outubro uma >=§ª&*#§> só. Depois saem entorpecidas com seus carrões atropelando muitos sacis até chegarem no conforto do lar. Daí conversam fluentemente na internet com as possíveis amizades gringas, depois de terem cursado seus 5 ou 9 anos em escolas de idiomas como §=%$*ª°, obrigadas a aprenderem a língua do imperialismo para se dar bem na vida. Criticam as produções do Cinema Nacional e lotam as salas dos cinemas que exibe o filme §*&ª§%#, aquele que vendeu milhares de livros no mundo inteiro, que tem um velho Barbudo. E por falar em velho barbudo tem também o +§*&¨¨$% Nºelª§/¬, um velho que gosta muito de neve, talvez ele nunca tenha vindo para o Brasil, pois aqui, em época de natal, o cara que ganhou a roupa vermelha não suportaria o calor do verão. E as bochechas do gorducho são tão avermelhadas devido a sua brancura e a queimação do frio, que se ele viesse para um país tropical correria o risco de desenvolver um câncer de pele.
Queria ter Nascido lá.
As crianças querem se tornar super-heróis que voam e soltam teias de aranha. Começa assim mesmo. Depois gozam horas na virtualidade dos games do qual a sensação de realidade se assemelha com as cenas dos filmes do cara cabeludo que usou faixa vermelha. É isso… A guerra pode ser legal… Lutar na guerra… Matar pessoas. Para essas crianças quando for a hora já estarão preparadas, mesmo que psicologicamente, estarão preparadas.
Ser criança hoje em dia parece ser cafona de mais. O lance mesmo é dar uma de adulto. Os pais gostam disso, adoram exibir para os vizinhos o filho esperto e desenvolvido que produziu. A “criança”, como gosta muito de ter a atenção, não vai deixar a oportunidade passar. É fácil, é só prestar a atenção nas novelas e copiá-los. Já viu ser mais esperto que “criança”?Talvez, no nosso processo de amadurecimento, quando deixamos de ser criança pra valer, é que nos tornamos o que não era para se tornar. Se não fosse o dinheiro e a televisão… O que serão nas próximas gerações?
Enfim, não acho tanto mau assim consumir um pouco do que os gringos nos oferecem. Desde que não esqueçamos dos nossos sacis, dos curupiras, dos bumbas-meu-boi, dos boitatás, das cucas, das iaras, dos mapinguaris, dos zumbis dos palmares, dos índios, e até dos chupa-cabras.
Acho que seria uma ótima idéia pegar o meu filho, leva-lo até a casa da vovó e pedir a ela que contasse as fascinantes histórias dos seres da floresta, de quando ela morava na roça.

Talvez aliviasse os estragos causados pela agressiva invasão estrangeira em nosso território físico e lúdico.
Para todos os Brasileiros: Feliz dia 31 de outubro. Feliz dia do Saci e seus amigos.
Para os que irão beber, faço um apelo: Bebam da cachaça nacional. Vamos fazer a festa em “único pé da letra”.
1 Resposta para “É o Saci Urbano VS Ralouin”